de autoria de Julio C.O. Bernardo, professor
Olhar nos olhos de uma pessoa, cumprimentá-la demonstrando respeito e atenção, são medidas simples, plausíveis e auspiciosas...
Nosso país ficou estarrecido com o escabroso sistema de castas indiano ilustrado em recente telenovela global. É certo que essa aberração comportamental na Índia foi bem mais presente em tempos passados, continuando, no entanto, a assombrar, ainda, as paragens da terra de Gandhi. Na África do Sul, durante anos, os negros sentiram o amargo da segregação racial pelo apartheid, que enojou todo o planeta com tanta escassez de escrúpulos. Essas duas situações são capítulos macabros e ainda muito pouco resolvidos da história da humanidade. Nosso Brasil, entretanto, não se safa dessas máculas sociais, travestidas e camufladas. Temos nossos dalits, nossos negros, nossos pobres, nossos “menos”, em todo lugar. Em toda esquina há um alguém vítima de preconceito e maus-tratos.
Nossos dalits são os pobres que não têm o básico necessário em atendimento médico-hospitalar, são os muitos que não têm moradia digna, emprego decente ou oportunidades para rechear um pouco a sofrida vida com perspectivas de mudança.
O porteiro do prédio chique para o qual o morador nem diz bom dia, o gari varrendo a rua que nem é notado, o empregado subalterno menosprezado, a doméstica tratada como objeto, o picolezeiro esquecido, o pedidor de esmola fedido, o vizinho com os filhos famélicos, o microagricultor desamparado, o carteiro invisível, a prostituta renegada, os filhos do Brasil perambulando na sarjeta, os pacientes apodrecendo nas filas do SUS, os professores espancados e perdidos nos púlpitos das salas de aula despedaçadas, o entregador de água desconhecido, o office-boy quebra-galho ignorado,os senis amontoados nos nosocômios da miséria e os andarilhos asquerosos do trecho são, todos eles, vítimas da mais lamentável moléstia espiritual: a indiferença e o preconceito.
Muitos dalits existem por aí, muitos pobres, muitos homossexuais, muitos seres-humanos tratados como criaturas inferiores. São muitos os filhos do Sr. José e da Dona Maria, sem chinelinhas de dedo, descalços sobre os espinhos do sertão, sobre os mangues ou sobre as favelas carregadas de tétano e difteria. Estão desprotegidos, jogados à própria sorte, degustando o próprio azar. O preconceito muda, muda de estilo, de forma, de cor, de nacionalidade, de classe social, de perfume, mas persiste no mundo, na sociedade brasileira sobretudo, arraigado na podridão mental de muitos ignorantes assoberbados de arrogância e maldade.
Olhar nos olhos de uma pessoa, cumprimentá-la demonstrando respeito e atenção, são medidas simples, plausíveis e auspiciosas. Nesse mundo inconstante de hoje, quase tudo é possível, ricos acordam pobres, sãos acordam doentes, distintos podem acordar invisíveis. Nossos filhos de hoje, por exemplo, podem ser os dalits de amanhã. Como você trataria seu irmão, sua filha, sua mãe? Somos do mesmo pó e a ele retornaremos. Pulvis est et in pulverem reverteris.
Não devemos cultuar a perfeição. Jamais seremos perfeitos, mas tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados é um bom começo, um belo começo.
Muitas vezes achamos que escrever sobre determinado assunto não é nossa tarefa. Que fazer determinado trabalho não é nossa tarefa e dar opiniões sobre determinados fatos também não é nossa tarefa. Notamos com o passar do tempo que deveríamos ter escrito, feito e opinado. Principalmente quando grande parte do que é escrito, feito e opinado foge da realidade do cotidiano ou de quem conhece o assunto. E no mundo, para sermos mais exatos, existe muito “ferreiro fazendo serviço de carpinteiro”.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Semelhanças
A novela Passione, que terminou há poucos dias, cumpriu, e superou em muito a promessa da Rede Globo de ressaltar temas de importância social.
Em Passione, o autor teve o cuidado de transmitir importantes valores familiares e sociais, chamando a atenção para problemas atuais do Brasil.
Entre as sutís mensagens transmitidas nessa "espetacular obra literária",temos que:
A familia rica, não importa o quanto seus membros sejam depravados,vencerá todos os desafios.
Quem se cuida na gravidez morre.
A débil mental rica conquista o galã da novela e amor de sua vida.
A débil mental pobre conquista o pedófilo rico.
A Policia forja até enterro para obter provas.
O viciado em crack pobre, irmão de Caroline Dieckman na novela, sequer aparece.
O viciado em crack rico é reabilitado.
Quando um rico drogado esfaqueia o vigia de prédio não dá em nada.
Quando a pobre esfaqueia o milionário, ela vai presa.
Os ricos tomam café da manhã.
Os pobres tomam...no rabo
Italianos são só românticos e não trabalham, vivem de golpes ou lucros milagrosos, chifram todo mundo e mentem pra conseguir tudo.
A Justiça não funciona, e condena inocentes por homicidio.
Advogados de ricos tiram qualquer um da cadeia. A Beth Gouveia podia liberar o Gianecchini da cadeia caso ele lhe contasse alguns segredos.
Ninguém precisa trabalhar, todos podem ficar dentro de casa o dia todo transando ou tramando golpes.
Se possível, namore a mãe e filha, lucre em dobro.
Todos os membros de uma familia devem transar com todos os outros.
Duas mulheres aceitam perfeitamente o casamento com um homem só, basta que uma o tenha de segunda a quarta, e a outra de quinta a domingo.
Quem mata e rouba termina vivendo em um paraiso no Caribe.
Na mesma linha, já nos primeiros episódios, a Globo infiltrou um transformista sexual na casa do Big Brother, sem avisar aos outros participantes de que essa pessoa não é uma mulher, de modo a reforçar a luta contra a homofobia. Pedro Bial, sempre sorridente, feliz e extremamente simpático, curtirá bons momentos com a cara dos participantes, que não sabem a trama que os espera.
No fim, vale a pena pois o prêmio de um milhão e meio de Reais certamente indenizará a dignidade dos participantes. Não perca mais esse trabalho social da Rede Globo, já na telinha da TV, todos os dias após a nova novela das 9 onde a madrinha de casamento já está cometendo adultério com o noivo da amiga como forma de promover a luta social contra o adultério pré-nupcial.
O BBB é o primeiro "projeto social" mantido diretamente por ela e o prêmio oferecido aos participantes, é pago a partir da contribuição do telespectador ou é tudo uma grande coincidência?
Seja como for, (ir)responsabilidade social, a gente continua vendo por aqui!
Plim! Plim!
Em Passione, o autor teve o cuidado de transmitir importantes valores familiares e sociais, chamando a atenção para problemas atuais do Brasil.
Entre as sutís mensagens transmitidas nessa "espetacular obra literária",temos que:
A familia rica, não importa o quanto seus membros sejam depravados,vencerá todos os desafios.
Quem se cuida na gravidez morre.
A débil mental rica conquista o galã da novela e amor de sua vida.
A débil mental pobre conquista o pedófilo rico.
A Policia forja até enterro para obter provas.
O viciado em crack pobre, irmão de Caroline Dieckman na novela, sequer aparece.
O viciado em crack rico é reabilitado.
Quando um rico drogado esfaqueia o vigia de prédio não dá em nada.
Quando a pobre esfaqueia o milionário, ela vai presa.
Os ricos tomam café da manhã.
Os pobres tomam...no rabo
Italianos são só românticos e não trabalham, vivem de golpes ou lucros milagrosos, chifram todo mundo e mentem pra conseguir tudo.
A Justiça não funciona, e condena inocentes por homicidio.
Advogados de ricos tiram qualquer um da cadeia. A Beth Gouveia podia liberar o Gianecchini da cadeia caso ele lhe contasse alguns segredos.
Ninguém precisa trabalhar, todos podem ficar dentro de casa o dia todo transando ou tramando golpes.
Se possível, namore a mãe e filha, lucre em dobro.
Todos os membros de uma familia devem transar com todos os outros.
Duas mulheres aceitam perfeitamente o casamento com um homem só, basta que uma o tenha de segunda a quarta, e a outra de quinta a domingo.
Quem mata e rouba termina vivendo em um paraiso no Caribe.
Na mesma linha, já nos primeiros episódios, a Globo infiltrou um transformista sexual na casa do Big Brother, sem avisar aos outros participantes de que essa pessoa não é uma mulher, de modo a reforçar a luta contra a homofobia. Pedro Bial, sempre sorridente, feliz e extremamente simpático, curtirá bons momentos com a cara dos participantes, que não sabem a trama que os espera.
No fim, vale a pena pois o prêmio de um milhão e meio de Reais certamente indenizará a dignidade dos participantes. Não perca mais esse trabalho social da Rede Globo, já na telinha da TV, todos os dias após a nova novela das 9 onde a madrinha de casamento já está cometendo adultério com o noivo da amiga como forma de promover a luta social contra o adultério pré-nupcial.
O BBB é o primeiro "projeto social" mantido diretamente por ela e o prêmio oferecido aos participantes, é pago a partir da contribuição do telespectador ou é tudo uma grande coincidência?
Seja como for, (ir)responsabilidade social, a gente continua vendo por aqui!
Plim! Plim!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Rivalidades históricas
Disputas militares, lutas por supremacias continentais e sequelas das relações entre colônias e metrópoles estabeleceram ao longo da história várias rivalidades entre as nações do globo. Culturalmente, essas inimizades renderam, entre outras coisas, muitas piadas sobre a arrogância ou a burrice da população do país adversário e também esquentaram as competições esportivas. Esse tipo de inimizade histórica, mesmo quando não é beligerante, continua presente em todas as partes do mundo, não importa o grau de desenvolvimento e riqueza das nações envolvidas.
Os franceses, por exemplo, são alvo de chacotas de seus vizinhos continentais e também de ex-colônias. Considerados arrogantes por belgas, ingleses e canadenses, eles também são alvo de piadas sobre sua suposta pouca afeição à higiene pessoal. Para ilustrar isso, seus vizinhos belgas adoram contar que a melhor maneira de esconder algum dinheiro é debaixo do sabonete de um francês. Claro que tal provocação não ficaria sem revide e os franceses gostam de inventar piadas sobre a parca inteligência dos belgas, assim como os brasileiros fazem com os portugueses. Nas próximas páginas descubra quais são e as origens de dez das maiores rivalidades históricas que atualmente rendem muito deboche.
Portugal x Espanha
Nos séculos 15 e 16 Espanha e Portugal achavam que eram donos do novo mundo que surgia com a era das grandes navegações e das descobertas marítimas. Eles acreditavam tanto nisso que até firmaram um acordo, chamado de Tratado de Tordesilhas e assinado em 1494 (após a descoberta da América e antes da do Brasil), dividindo o mundo a ser descoberto meio a meio. Mesmo com o acordo, os dois países não pararam de travar disputas militares e políticas por territórios principalmente na América do Sul. Para piorar, devido a uma crise na sucessão do trono português, o país ficou sob a regência de três reis espanhóis no período de 1580 a 1640, e que terminou com uma guerra entre as duas nações. A submissão a Espanha alimentou a bronca dos portugueses em relação à população do país vizinho e, como não poderia deixar de ser, trataram logo de inventar várias piadinhas sobre a pouca inteligência dos espanhóis.
Brasil x Portugal
Como em quase todas as relações entre colônias e metrópoles, esta deixou algumas sequelas. Da mesma forma que ingleses e norte-americanos ou que espanhóis e argentinos, o ranço entre brasileiros e portugueses resiste no campo cultural e rende muitas piadas principalmente sobre a falta de inteligência de um em relação ao outro. Os portugueses adoram enfatizar a falta de precisão no uso do vocabulário da língua portuguesa pelos brasileiros, que retribuem com piadas sobre a burrice dos ex-colonizadores. Para o historiador Elias Thomé Saliba, autor do livro “Raízes do Riso”, as piadas sobre portugueses seriam uma espécie de vingança dos brasileiros em relação aos colonizadores, a partir do uso de estereótipos e de um humor que faz parte da rivalidade entre grupos.
Estados Unidos x Canadá
Além de conviverem com uma divisão linguística, resultado de terem sido colonizados por franceses e ingleses, e com alguns movimentos separatistas, os canadenses ainda têm de aguentar a constante gozação de seus vizinhos do sul. Em talk shows, filmes e animações, como “Os Simpsons”, os americanos vivem debochando dos canadenses, a quem não consideram lá muito inteligentes. Algumas das razões para essa rivalidade vêm do comportamento social e político muito progressista dos canadenses, na visão de alguns americanos, e das disputas no campo esportivo, notadamente em competições de hóquei e esportes de inverno. Apesar de ser um dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, vários comentaristas políticos americanos adoram cutucar o vizinho do norte, principalmente após o Canadá não ter apoiado a invasão do Iraque. Em episódios de “South Park”, por exemplo, o ditador iraquiano Saddam Hussein é ironicamente retratado como um canadense.
Argentina x Espanha
Esta é outra rivalidade que remete à herança dos tempos coloniais. Da mesma forma que os brasileiros brincam com a suposta falta de inteligência dos portugueses, os argentinos fazem o mesmo com os seus ex-colonizadores. Só que neste caso os espanhóis revidam ironizando a arrogância dos argentinos (aliás, característica que também é explorada em várias piadas brasileiras sobre os vizinhos). Uma das piadas mais comuns na Espanha sobre “los hermanos” diz que para um argentino se suicidar basta subir em cima de seu ego e pular. Com bom humor, os portenhos revidam falando que o espanhol Pepe ao voltar de Las Vegas contou que jogou em um caça-níquel sensacional. Ele punha uma moeda e ganhava, punha outra e ganhava novamente. No fim, Pepe desistiu de jogar porque não sabia o que fazer com tantos refrigerantes.
Suécia x Finlândia
Está enganado quem acredita que nos desenvolvidos, ricos e não-alinhados países nórdicos não há inimizades entre seus povos. Uma das mais tradicionais rivalidades culturais é entre suecos e finlandeses. Para os suecos seus vizinhos ao oriente são porcos, grosseiros e beberrões. Já os finlandeses revidam fazendo troça da suposta homossexualidade dos suecos. Essa “inimizade” tem raízes também numa espécie de relação colonizador-colonizado, afinal a Finlândia foi parte do reino da Suécia durante séculos – desde os tempos medievais até os suecos perderem a parte oriental de seu território numa guerra contra a Rússia no começo do século 19. O jeito de falar e de se vestir dos finlandeses também é alvo de troças por parte dos suecos. A rivalidade entre os dois países é forte também nos esportes, além de suecos e finlandeses gostarem de ficar comparando qual deles possui a economia mais forte. Coisa de nórdicos.
Inglaterra x França
Essa é uma rivalidade que chegou várias vezes a via de fato. Inglaterra e França foram inimigos bélicos em várias ocasiões. Os conflitos militares foram tantos em um determinado momento – entre os séculos 14 e 15 – que o conjunto deles recebeu o nome de Guerra dos Cem Anos. As disputas entre os dois países não se restringiram a Europa e ocorreram também nas colônias de ambos na América durante o século 18. Além disso, a expansão do império francês de Napoleão Bonaparte, no começo do século 19, foi detida principalmente pela Inglaterra. Séculos de rivalidade deixaram como legado cultural constantes gozações feitas pelos ingleses em relação à arrogância francesa e as suas várias derrotas militares.
Austrália x Resto do mundo
Assim como os franceses, os australianos são alvos de piadas de vários povos. Primeiro são seus ex-colonizadores, os ingleses, que adoram contar piadas sobre como os australianos são viciados em sexo e em bebidas. Depois, há os vizinhos neozelandeses que gostam de zombar da suposta burrice dos habitantes da Austrália. Os norte-americanos também concordam que os australianos não são lá muito inteligentes e aproveitam também para fazer piadas sobre seu subdesenvolvimento e, claro, sobre o inglês falado no país. Alvo de tanta zombaria internacional, os australianos resolveram descontar nos vizinhos mais pobres da Tasmânia com piadinhas sobre o subdesenvolvimento dos tasmanianos.
México x Estados Unidos
Além de vizinhos, o que já é um bom ingrediente para rivalidades culturais, Estados Unidos e México travaram várias disputas territoriais desde os tempos em que eram colônias de Inglaterra e Espanha. Tais disputas resultaram em anexações de metade do território mexicano pelos vizinhos do norte (entre elas, áreas que correspondem atualmente ao Texas, Novo México, Califórnia e Nevada). Como não poderia deixar de ser, tanta briga deixou nas duas culturas várias piadas sobre os vizinhos. Os mexicanos, por exemplo, adoram debochar da suposta burrice dos norte-americanos e de suas obras e comportamentos exagerados. Já os americanos gostam de fazer piadas sobre a imigração ilegal e o machismo dos mexicanos.
Brasil x Argentina
A rivalidade entre brasileiros e argentinos vem desde os tempos coloniais, que naquela época refletia as disputas territoriais entre os colonizadores portugueses e espanhóis. Após a independência de ambos, essa rivalidade passou a ser pela hegemonia política, econômica e militar sul-americana. Um dos últimos conflitos diplomáticos entre Brasil e Argentina aconteceu nos anos 70 durante a construção da usina hidrelétrica de Itaipu. Culturalmente, essa “inimizade” gerou estereótipos, como o do argentino arrogante, que alimenta a maioria das piadas brasileiras sobre “los hermanos”. O auge dessa disputa atualmente se dá nos campos de futebol quando as seleções dos dois países se enfrentam, fazendo um dos clássicos mais importantes e tradicionais do esporte no mundo.
Inglaterra x Irlanda
Os ingleses adoram contar que para afundar um submarino irlandês basta bater na escotilha e esperar alguém abri-la. A falta de inteligência dos irlandeses é um dos alvos de chacotas constantes dos ingleses, que também adoram zombar do subdesenvolvimento da ilha vizinha. A rivalidade entre ingleses e irlandeses vem de rancores ancestrais entre os dois povos. Há cerca de cinco séculos, a Inglaterra ocupou a ilha da Irlanda, o que deu início a um conflito político e religioso duradouro. Os católicos foram perseguidos e retirados de suas terras. Somente no século 20, a partir de uma série de revoltas, a população católica da Irlanda conseguiu a independência formando a República da Irlanda. Mas a parte norte da ilha, onde os protestantes eram maioria, continuou atrelada a Inglaterra formando a Irlanda do Norte. A situação gerou décadas de violentos conflitos e milhares de mortes.
Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/10-rivalidades-historicas.htm
Os franceses, por exemplo, são alvo de chacotas de seus vizinhos continentais e também de ex-colônias. Considerados arrogantes por belgas, ingleses e canadenses, eles também são alvo de piadas sobre sua suposta pouca afeição à higiene pessoal. Para ilustrar isso, seus vizinhos belgas adoram contar que a melhor maneira de esconder algum dinheiro é debaixo do sabonete de um francês. Claro que tal provocação não ficaria sem revide e os franceses gostam de inventar piadas sobre a parca inteligência dos belgas, assim como os brasileiros fazem com os portugueses. Nas próximas páginas descubra quais são e as origens de dez das maiores rivalidades históricas que atualmente rendem muito deboche.
Portugal x Espanha
Nos séculos 15 e 16 Espanha e Portugal achavam que eram donos do novo mundo que surgia com a era das grandes navegações e das descobertas marítimas. Eles acreditavam tanto nisso que até firmaram um acordo, chamado de Tratado de Tordesilhas e assinado em 1494 (após a descoberta da América e antes da do Brasil), dividindo o mundo a ser descoberto meio a meio. Mesmo com o acordo, os dois países não pararam de travar disputas militares e políticas por territórios principalmente na América do Sul. Para piorar, devido a uma crise na sucessão do trono português, o país ficou sob a regência de três reis espanhóis no período de 1580 a 1640, e que terminou com uma guerra entre as duas nações. A submissão a Espanha alimentou a bronca dos portugueses em relação à população do país vizinho e, como não poderia deixar de ser, trataram logo de inventar várias piadinhas sobre a pouca inteligência dos espanhóis.
Brasil x Portugal
Como em quase todas as relações entre colônias e metrópoles, esta deixou algumas sequelas. Da mesma forma que ingleses e norte-americanos ou que espanhóis e argentinos, o ranço entre brasileiros e portugueses resiste no campo cultural e rende muitas piadas principalmente sobre a falta de inteligência de um em relação ao outro. Os portugueses adoram enfatizar a falta de precisão no uso do vocabulário da língua portuguesa pelos brasileiros, que retribuem com piadas sobre a burrice dos ex-colonizadores. Para o historiador Elias Thomé Saliba, autor do livro “Raízes do Riso”, as piadas sobre portugueses seriam uma espécie de vingança dos brasileiros em relação aos colonizadores, a partir do uso de estereótipos e de um humor que faz parte da rivalidade entre grupos.
Estados Unidos x Canadá
Além de conviverem com uma divisão linguística, resultado de terem sido colonizados por franceses e ingleses, e com alguns movimentos separatistas, os canadenses ainda têm de aguentar a constante gozação de seus vizinhos do sul. Em talk shows, filmes e animações, como “Os Simpsons”, os americanos vivem debochando dos canadenses, a quem não consideram lá muito inteligentes. Algumas das razões para essa rivalidade vêm do comportamento social e político muito progressista dos canadenses, na visão de alguns americanos, e das disputas no campo esportivo, notadamente em competições de hóquei e esportes de inverno. Apesar de ser um dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, vários comentaristas políticos americanos adoram cutucar o vizinho do norte, principalmente após o Canadá não ter apoiado a invasão do Iraque. Em episódios de “South Park”, por exemplo, o ditador iraquiano Saddam Hussein é ironicamente retratado como um canadense.
Argentina x Espanha
Esta é outra rivalidade que remete à herança dos tempos coloniais. Da mesma forma que os brasileiros brincam com a suposta falta de inteligência dos portugueses, os argentinos fazem o mesmo com os seus ex-colonizadores. Só que neste caso os espanhóis revidam ironizando a arrogância dos argentinos (aliás, característica que também é explorada em várias piadas brasileiras sobre os vizinhos). Uma das piadas mais comuns na Espanha sobre “los hermanos” diz que para um argentino se suicidar basta subir em cima de seu ego e pular. Com bom humor, os portenhos revidam falando que o espanhol Pepe ao voltar de Las Vegas contou que jogou em um caça-níquel sensacional. Ele punha uma moeda e ganhava, punha outra e ganhava novamente. No fim, Pepe desistiu de jogar porque não sabia o que fazer com tantos refrigerantes.
Suécia x Finlândia
Está enganado quem acredita que nos desenvolvidos, ricos e não-alinhados países nórdicos não há inimizades entre seus povos. Uma das mais tradicionais rivalidades culturais é entre suecos e finlandeses. Para os suecos seus vizinhos ao oriente são porcos, grosseiros e beberrões. Já os finlandeses revidam fazendo troça da suposta homossexualidade dos suecos. Essa “inimizade” tem raízes também numa espécie de relação colonizador-colonizado, afinal a Finlândia foi parte do reino da Suécia durante séculos – desde os tempos medievais até os suecos perderem a parte oriental de seu território numa guerra contra a Rússia no começo do século 19. O jeito de falar e de se vestir dos finlandeses também é alvo de troças por parte dos suecos. A rivalidade entre os dois países é forte também nos esportes, além de suecos e finlandeses gostarem de ficar comparando qual deles possui a economia mais forte. Coisa de nórdicos.
Inglaterra x França
Essa é uma rivalidade que chegou várias vezes a via de fato. Inglaterra e França foram inimigos bélicos em várias ocasiões. Os conflitos militares foram tantos em um determinado momento – entre os séculos 14 e 15 – que o conjunto deles recebeu o nome de Guerra dos Cem Anos. As disputas entre os dois países não se restringiram a Europa e ocorreram também nas colônias de ambos na América durante o século 18. Além disso, a expansão do império francês de Napoleão Bonaparte, no começo do século 19, foi detida principalmente pela Inglaterra. Séculos de rivalidade deixaram como legado cultural constantes gozações feitas pelos ingleses em relação à arrogância francesa e as suas várias derrotas militares.
Austrália x Resto do mundo
Assim como os franceses, os australianos são alvos de piadas de vários povos. Primeiro são seus ex-colonizadores, os ingleses, que adoram contar piadas sobre como os australianos são viciados em sexo e em bebidas. Depois, há os vizinhos neozelandeses que gostam de zombar da suposta burrice dos habitantes da Austrália. Os norte-americanos também concordam que os australianos não são lá muito inteligentes e aproveitam também para fazer piadas sobre seu subdesenvolvimento e, claro, sobre o inglês falado no país. Alvo de tanta zombaria internacional, os australianos resolveram descontar nos vizinhos mais pobres da Tasmânia com piadinhas sobre o subdesenvolvimento dos tasmanianos.
México x Estados Unidos
Além de vizinhos, o que já é um bom ingrediente para rivalidades culturais, Estados Unidos e México travaram várias disputas territoriais desde os tempos em que eram colônias de Inglaterra e Espanha. Tais disputas resultaram em anexações de metade do território mexicano pelos vizinhos do norte (entre elas, áreas que correspondem atualmente ao Texas, Novo México, Califórnia e Nevada). Como não poderia deixar de ser, tanta briga deixou nas duas culturas várias piadas sobre os vizinhos. Os mexicanos, por exemplo, adoram debochar da suposta burrice dos norte-americanos e de suas obras e comportamentos exagerados. Já os americanos gostam de fazer piadas sobre a imigração ilegal e o machismo dos mexicanos.
Brasil x Argentina
A rivalidade entre brasileiros e argentinos vem desde os tempos coloniais, que naquela época refletia as disputas territoriais entre os colonizadores portugueses e espanhóis. Após a independência de ambos, essa rivalidade passou a ser pela hegemonia política, econômica e militar sul-americana. Um dos últimos conflitos diplomáticos entre Brasil e Argentina aconteceu nos anos 70 durante a construção da usina hidrelétrica de Itaipu. Culturalmente, essa “inimizade” gerou estereótipos, como o do argentino arrogante, que alimenta a maioria das piadas brasileiras sobre “los hermanos”. O auge dessa disputa atualmente se dá nos campos de futebol quando as seleções dos dois países se enfrentam, fazendo um dos clássicos mais importantes e tradicionais do esporte no mundo.
Inglaterra x Irlanda
Os ingleses adoram contar que para afundar um submarino irlandês basta bater na escotilha e esperar alguém abri-la. A falta de inteligência dos irlandeses é um dos alvos de chacotas constantes dos ingleses, que também adoram zombar do subdesenvolvimento da ilha vizinha. A rivalidade entre ingleses e irlandeses vem de rancores ancestrais entre os dois povos. Há cerca de cinco séculos, a Inglaterra ocupou a ilha da Irlanda, o que deu início a um conflito político e religioso duradouro. Os católicos foram perseguidos e retirados de suas terras. Somente no século 20, a partir de uma série de revoltas, a população católica da Irlanda conseguiu a independência formando a República da Irlanda. Mas a parte norte da ilha, onde os protestantes eram maioria, continuou atrelada a Inglaterra formando a Irlanda do Norte. A situação gerou décadas de violentos conflitos e milhares de mortes.
Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/10-rivalidades-historicas.htm
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Como alcançar o sucesso...
Discurso de formatura (Nizan Guanaes)
10 de Novembro de 2003
.....Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
.....Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
.....Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi antes construído na alma.
.....A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, filho".
.....Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
.....Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo.
.....O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
.....Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito". É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão; o fracasso, ao tédio; o escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso.
.....Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
.....Tenho consciência que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
.....Não use Rider: não dê férias a seus pés.
.....Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!"
.....Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, se fizesse alguma coisa.
.....Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. .....Das 8 às 12, das 12 às 8, e mais, se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
.....O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
.....Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas; mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
.....E isso se chama "sucesso".
Nizan Guanaes (Publicitário, fundador do IG e das agências DM9 e Africa), discursando como paraninfo na formatura de uma turma na Faap.
10 de Novembro de 2003
.....Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
.....Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
.....Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi antes construído na alma.
.....A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, filho".
.....Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
.....Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo.
.....O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
.....Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito". É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão; o fracasso, ao tédio; o escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso.
.....Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
.....Tenho consciência que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
.....Não use Rider: não dê férias a seus pés.
.....Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!"
.....Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, se fizesse alguma coisa.
.....Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. .....Das 8 às 12, das 12 às 8, e mais, se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
.....O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
.....Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas; mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
.....E isso se chama "sucesso".
Nizan Guanaes (Publicitário, fundador do IG e das agências DM9 e Africa), discursando como paraninfo na formatura de uma turma na Faap.
Momento Manguaça Cultural
BEBER E CONHECER
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
(História contada no Museu do Homem do Nordeste).
Não basta somente beber, tem que conhecer!
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
(História contada no Museu do Homem do Nordeste).
Não basta somente beber, tem que conhecer!
O que as pessoas realmente querem dizer com os e-mails de despedida...
O que as pessoas realmente querem dizer com os e-mails de despedida...
Colegas
Escravos,
Chegou a minha vez de me despedir de todos vocês. Os últimos anos foram magníficos no desenvolvimento da minha carreira, mas é hora de partir em busca de novos desafios profissionais.
Estou caindo fora desta merda. Após anos de exploração sem sentido, baixo salário e horas-extras não remuneradas, finalmente consegui arrumar um emprego melhor que este (o que não quer dizer grande coisa).
Gostaria de deixar meus agradecimentos a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram durante todos estes anos. Sei que posso acabar esquecendo alguém, mas algumas delas merecem uma saudação a parte:
Abaixo segue a lista das pessoas que transformaram a minha vida num inferno durante todos estes anos. Existem muitos outros fdps, mas não consigo lembrar o nome de todos:
1) Em especial fica um forte abraço para o Teixeira, meu chefe ao longo desta jornada, pelo aprendizado, dicas e também broncas;
1) Filho da puta do Teibicha, maldito corno, jamais cumpriu sequer uma das promessas que me fez. Sempre de mau humor, consegue a todo o momento desmotivar a equipe com sua incompetência e métodos pré-históricos de trabalho.
2) Para toda a equipe da Área de Pessoas, em especial para a Luciana, pela simpatia, disposição em resolver meus problemas e também por ter me selecionado (hehe);
2) A vaca do RH, pelo mau humor cotidiano e clara insatisfação em ajudar quem quer que seja.
3) A toda equipe de TI, que prontamente solucionou inúmeros problemas em nosso sistema;
3) As incompetentes da área de sistema, que demoram uma eternidade pra resolver qualquer problema em nossas máquinas, e normalmente o fazem com cara feia e má vontade.
4) A equipe do nosso escritório Regional do Rio de Janeiro, pela ajuda com nossos eventos;
4) Aos sanguessugas do escritório regional, incapazes de resolver qualquer problema por conta própria, fizeram eu perder inúmeros finais de semana para ajudar em situações que eles criaram.
Fica aqui o meu grande abraço para todos vocês, pelas risadas, happy-hours, problemas resolvidos e desafios enfrentados. Tenho orgulho de ter feito parte desta família maravilhosa.
Adeus para todos.Chega de fofoca, baixo nível, picuinha e palhaçada.
Sei que conversaremos em breve.
Nunca mais quero ver nenhum de vocês.
Abraços
Vão todos ...
Colegas
Escravos,
Chegou a minha vez de me despedir de todos vocês. Os últimos anos foram magníficos no desenvolvimento da minha carreira, mas é hora de partir em busca de novos desafios profissionais.
Estou caindo fora desta merda. Após anos de exploração sem sentido, baixo salário e horas-extras não remuneradas, finalmente consegui arrumar um emprego melhor que este (o que não quer dizer grande coisa).
Gostaria de deixar meus agradecimentos a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram durante todos estes anos. Sei que posso acabar esquecendo alguém, mas algumas delas merecem uma saudação a parte:
Abaixo segue a lista das pessoas que transformaram a minha vida num inferno durante todos estes anos. Existem muitos outros fdps, mas não consigo lembrar o nome de todos:
1) Em especial fica um forte abraço para o Teixeira, meu chefe ao longo desta jornada, pelo aprendizado, dicas e também broncas;
1) Filho da puta do Teibicha, maldito corno, jamais cumpriu sequer uma das promessas que me fez. Sempre de mau humor, consegue a todo o momento desmotivar a equipe com sua incompetência e métodos pré-históricos de trabalho.
2) Para toda a equipe da Área de Pessoas, em especial para a Luciana, pela simpatia, disposição em resolver meus problemas e também por ter me selecionado (hehe);
2) A vaca do RH, pelo mau humor cotidiano e clara insatisfação em ajudar quem quer que seja.
3) A toda equipe de TI, que prontamente solucionou inúmeros problemas em nosso sistema;
3) As incompetentes da área de sistema, que demoram uma eternidade pra resolver qualquer problema em nossas máquinas, e normalmente o fazem com cara feia e má vontade.
4) A equipe do nosso escritório Regional do Rio de Janeiro, pela ajuda com nossos eventos;
4) Aos sanguessugas do escritório regional, incapazes de resolver qualquer problema por conta própria, fizeram eu perder inúmeros finais de semana para ajudar em situações que eles criaram.
Fica aqui o meu grande abraço para todos vocês, pelas risadas, happy-hours, problemas resolvidos e desafios enfrentados. Tenho orgulho de ter feito parte desta família maravilhosa.
Adeus para todos.Chega de fofoca, baixo nível, picuinha e palhaçada.
Sei que conversaremos em breve.
Nunca mais quero ver nenhum de vocês.
Abraços
Vão todos ...
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Os Aproveitadores de Eleição
Devido á pedidos, posto meu comentário sobre as eleições de 2010 e sobre como alguns se portam aqui em SC
Estamos ás vésperas de outra eleição e novamente nos encontramos entre o fogo e a frigideira: por que votar e, pior ainda, em quem votar? Eleição se ganha na urna e não no golpismo; porém, nem sempre é esta a impressão que temos.
No caso de SC, vivemos uma insatisfação política que vem de algumas décadas, com alternância de “elites” (no péssimo sentido da palavra) que somente sugam a máquina pública, fazem o jogo de poder em proveito próprio visando seu continuísmo político; não se elegem novamente em outro pleito por competência e sim por conchavos. Existe a mesma balela de sempre, entre um partido que se diz democrático, quando a lembrança que sempre nos vem á cabeça é o de escândalos, que vão desde a venda de precatórios até abonos concedidos na ilegalidade moral e ética, acordos tramados nos percursos por bordéis na metade do caminho. Pelo outro lado, o nome de determinada família que deve ser execrada dos meios políticos, pelo histórico de conchavos, trapaças e politicagem sempre envolvida. Podemos citar neste caso quando sumiu o dinheiro da festa da tainha, e o tão comentado depósito de dezoito milhões de reais no banco Santos um dia antes de falir, sendo que já estava em estado de falência e a imprensa já noticiava...quem era a Prefeita da capital mesmo?
Chega a ser nojento ouvir determinadas figuras, algumas hoje estão na reserva, criticarem a gestão da APRASC, e também discursarem sobre moralidade pública, ética e esquecer da sua imoralidade pública como profissionais quando na ativa; é terrível ouvi-los hoje criticarem o RDPM, porque a principal frase que diziam, quando ainda na ativa, era: “Enquanto eu for sargento mais antigo a decisão é minha e não devo satisfações para menos graduados...”, achando que a tropa vai esquecer que enquanto estava na ativa, embora não sendo oficial e sim Praça, foi o “Generalíssimo”, e agora vive tentando se firmar em tentativas patéticas de escalada políticas, por vezes no puxa-saquismo, tentando encostar-se em algum partido político para, com seu jogo nojento de intrigas e falsidades em busca do poder ser, mesmo depois de derrotado, chefe de alguma coisa... Talvez comandante da Guarda Municipal...será que acertei?
Dói os ouvidos ouví-los falar de respeito aos Praças e não lembrar o “sofrimento” dos mesmos enquanto estavam na ativa, em suas carreiras desastradas, com suas manobras para levar vantagem em tudo, começando pela Hora Extra e pela Operação Veraneio. É mais duro ainda, querer enganar a tropa com o discurso egoísta, egocentrista de que se fosse eleito iria trabalhar em prol da classe ou dos cidadãos, pois “sempre foi justo e ajudou quem pôde...”. Deviam lembrar que enquanto estiveram na tropa nunca fizeram nada de útil, além de intrigas e patifarias das mais diversas; não se conhece uma única ação sua em prol da classe. E ainda tem a cara de pau de querer passar uma imagem de homens probos.
Isso se chama ser APROVEITADOR DE SITUAÇÃO, ser uma fraude, uma comédia de humor negro, idiotice, charlatão. É um grande oportunismo querer aproveitar de uma situação de instabilidade política e se arvorar o salvador da pátria para a classe, posando de bons moços buscando fama em cima dos esforços verdadeiros de pessoas que deram sua cara á tapa enquanto estavam na ativa, no início da criação da APRASC, sendo estes sim perseguidos e alguns até excluídos. Mas estes sempre com dignidade e vergonha na cara.
Apesar de não existir uma CARREIRA que permita que o bom servidor seja reconhecido, todos conhecem quem é ou foi bom profissional, o incompetente e o puxa-saco. Pessoas sem moral para discutir e muito menos para defender os ideais da classe.
Cada dia, vemos mais estas figuras, aproveitadoras da situação, tentando pegar carona no momento, fazer propaganda pessoal e postar nota em jornal ou fórum, mentindo e tentando se passar por profissionais idôneos que nunca foram. E mais ainda, dizendo que sempre ajudaram seus irmãos, os Praças.
Falta vergonha na cara. Decência. E Consciência de que os Praças não esquecerem de como estes PARASITAS eram na ativa.
Vamos com força e fé nestas eleições, mas não descuidemos de nossos ideais.
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